Entre 1975 e 1977, Tim Maia passou por uma transformação profunda em sua vida pessoal que se refletiu de forma direta em sua música. Logo após assinar com a RCA Victor, gravadora com a qual faria o seu primeiro disco duplo, Tim entrou em contato com a seita mística conhecida comoCultura Racional e mudou completamente seus valores.
O contato originou a fase Racional de Tim, que gerou não dois, como estavam previstos, mas três discos. Os dois primeiros, Tim Maia Racional Vol. 1 e Tim Maia Racional Vol. 2, você já conferiu aqui no blog semanas atrás e já saíram na Coleção Tim Maia. O terceiro, Tim Maia Racional Vol. 3, é exclusivo para quem completar a coleção.
Se você completou a coleção, acesse o site do Racional 3 e cadastre-se: assim você poderá inserir os códigos com letras e números que vêm em cada volume e receber seu exemplar do Tim Maia Racional Vol. 3 gratuitamente no endereço que indicar. O prazo para completar o cadastro e inserir os códigos termina dia 9 de outubro.Confira aqui o regulamento completo.
Perdeu algum número da coleção não tem problema: você pode acessar aloja da Abril e comprar o volume que faltar separadamente. Ou, se preferir, pode também usar o código extra que vem no Volume 8 para substituir qualquer um dos outros códigos.
Dizer qual é o melhor disco de Tim Maia é tarefa difícil até para os
críticos mais respeitados do Brasil, tão fértil e versátil é a discografia do
síndico. Mas quando o assunto é escolher qual foi o show mais eletrizante de sua carreira há unanimidade: trata-se de
uma apresentação única ocorrida no Teatro
Nacional do Rio de Janeiro em fevereiro de 1989. Este show impecável que,
em formato CD, chega às bancas nesta sexta-feira como parte do 14º volume da Coleção Tim Maia, por apenas
R$15,90.
O espetáculo foi mais uma das empreitadas independentes de Tim. Em
janeiro de 1989, ele estava feliz. Tanto que nem as dívidas, as ações
trabalhiastas e cíveis e um momento seu em baixa no mercado musical eram
suficientes para derrubar seu ânimo. Tim confiava em seu trabalho e sabia que uma apresentação impecável em um lugar
fantástico serviriam para recolocar seu nome nas paradas e render um álbum
ao vivo, algo que ele nunca tinha gravado. O disco, porém, seria lançado apenas
18 anos depois.
O lugar seria o badaladíssimo Teatro Nacional do Rio de Janeiro, alugado
pelo próprio Tim Maia para a ocasião. A apresentação impecável seria executada
por mais de 30 músicos que formavam
a banda Vitória Régia e uma orquestra de cordas integrada por ao menos dois
nomes de peso: o violoncelista Jaques
Morelembaum e o spalla Giancarlo
Pareschi. Todos seguindo os arranjos criados pelo maestro Lincoln Olivetti
e a direção musical do amigo de Tim Nelson Motta.
O show não tinha como dar errado. O repertório, um passeio pelos 30 anos
de carreira de Tim Maia, veio recheado de sucessos como "Sossego", "Primavera",
"Do Leme ao Pontal", "O Descobridor dos Sete Mares", "Me Dê Motivo" e "Vale
Tudo". Todas as músicas ficaram encorpadas graças a um Tim bem humorado e em
plena forma e uma banda afiada ao extremo. Felizes dos 1,6 mil presentes
naquele dia! Feliz de quem não perder a
chance de garantir esta genialidade na banca mais próxima!
Volume 13 nas bancas: What a Wonderful World (1997)
Em 1997, aos 55 anos, Tim Maia havia
composto ou interpretado uma coleção de clássicos da música brasileira, vivido
um monte de causos Brasil afora e tinha uma vida econômica quase tranquila,
apesar dos muitos problemas em que se metera. Tudo parecia estar resolvido para
o furacão da Tijuca. Tudo menos um detalhe: faltava um acerto de contas de Tim
consigo mesmo, com aquele garoto que embarcara para os EUA em 1959 apaixonado
pelos grupos negros que ouvia no radio. é isso que aparece no disco What a Wonderful World, 13º volume da Coleção Tim Maia, que chega às bancas nesta
sexta por apenas R$15,90.
As 12 faixas do
álbum são um passeio pela música negra do final dos anos 50 e começo da década seguinte. Uma
sequência de pérolas do soul e hits carregados de romantismo que formam uma
verdadeira viagem musical às origens do cantor. Com um repertório escolhido a
dedo pelo próprio Tim, estão no disco Ben E. King, Bradford Lewis, os grupos
The Drifters e The Delfonics, entre muitos outros. Todos interpretados de forma
fiel mas com a carga grande da nostalgia que o tijucano sentia do tempo passado
nos Estados Unidos. "Estou fazendo agora o que eu gostaria de ter feito nas
gravadoras, mas nunca tive oportunidade", declararia Tim à imprensa durante a divulgação.
What a
Wonderful World, cujo título,
aliás, não se deve ao sucesso imortalizado por Louis Armstrong, mas sim ao hit
de Bradford Lewis cantado por Ben E. King, começa com a balada "Hey There, Lonely Girl", da qual Tim já
havia feito a versão "Pro Meu Grande
Amor". A faixa que dá nome ao título é a segunda. Na sequência, vêm"Tears on My Pillow", que muitos
reconhecerão por ser uma das músicas da trilha sonora de Grease, o clássico romântico do The Drifters "Save the Last Dance for Me" e a melancólica "Daddy´ Home", originalmente gravada pelo The Delfonics.
"Chain
Gang" surge como um protesto contra as condições dos negros nas prisões
americanas, que Tim aliás, conhecia. Depois, o tijucano lança "Earth´s Angel", do The Temptations, e o
hit "On Brodway", interpretado aqui
com menos firulas vocais que na versão de George Benson. "Diamond and Pearls", que também foi visitada pelo roqueiro Prince
nos anos 80, é a nona faixa do álbum, antes de "Since I Don´t Have You", do Skyliners. "What´s Your Name?" é talvez a música menos empolgante do disco, mas
o ímpetu volta com a última, "When Whe
Get Married", interpretada com um vozerrão digno de Tim Maia.
Em resumo, What a Wonderful World é um disco para se viajar no tempo e visitar
um pouco da intimidade de Tim Maia. Uma oportunidade de seconhecer as fontes mais primordiais de onde bebeu um dos maiores
compositores e intérpretes que o Brasil ja teve. Apesar de ser todo em
inglês, é um disco um disco fundamental em qualquer coleção digna de MPB. Boa
música!
E provável que Só Você seja o disco mais
eclético da carreira de Tim Maia. No repertório, ele passeou por duas das
vertentes que mais o influenciaram na juventude: a bossa nova e as canções
americanas do começo da década de 60, período em que viveu nos Estados Unidos.
Este trabalho, de 1997, que chega às
bancas nesta sexta-feira por apenas R$15,90 como parte do 12º volume da Coleção
Tim Maia.
O período anterior a Só Você foi cheio de altos e baixos. Tim tinha voltando a
experimentar o sucesso, em boa parte graças à gravação do mega-hit "Alô,
Alô, W/Brasil", onde o velho amigo Jorge
Benjor o batizava de "Síndico do Brasil". O apelido pegou, Tim começou a
ser chamado para campanhas publicitárias e sua conta bancária voltou a ficar
aquecida. O dinheiro, porém, não era suficiente para aplacar o assédio dos
muitos credores que Tim tinha "colecionado" ao longo dos anos. E tampouco
servia para consertar sua saúde, já
deteriorada após 55 anos de excessos.
Apesar dos muitos problemas de saúde sofridos
pelo cantor no período, o que incluía várias internações e cirurgias, pulmões e
rins enfraquecidos, diabetes em estágio avançado e colesterol e pressão nas
nuvens, Tim seguia dando prioridade a sua carreira e encarou um ritmo de trabalho
bastante pesado. Só em 1997, foram 4
discos lançadosatravés de sua própria gravadora, a Vitória Régia: Tim Maia e Os Cariocas, What a Wonderful World: Oldies but Goodies
e Pro Meu Grande Amor, além do Só Você.
Em Só
Você, Tim abre o disco com o samba-funk com pitadas de gafieira "Olhou pra Mim", segue na onda funk-rock
na faixa que dá nome ao trabalho (segunda do disco) e em "Vixe" (a terceira) e se aproxima da bossa em "Cross my Heart", a quarta faixa. Na sequência, vêm as suaves "Lindo Lago do Amor" e "Não se Envolva", antes da clássica "Só Danço Samba", de Vinícius de Moraes e
Tom Jobim. A bossa parece se estender até "People",
obra escrita por Tim e cantada em inglês.
"E Nada
Mais" e "Eu te Adoro", duas
baladas lentas e românticas ao extremo não caíram tanto no agrado do público.
Elas surgem antes de "Saigon", outro
funk lento, e "Day by Day". Para
fechar o álbum, Tim recorre a João
Gilberto, ídolo confesso de sua juventude, de quem o tijucano interpreta "Vivo Sonhando" com uma delicadeza inesperada
para um voz tão grave.
Só
Você poderia ser um mix de
ritmos sem sentido, uma união desconexa de vertentes musicais antagônicas, não
fosse Tim um grande mestre na arte de
misturar o Brasil com o que havia de melhor no estrangeiro. Mais uma vez, é
isso que o síndico do Brasil faz maestria e é isso que os amantes da boa música
agradecem.
Tim Maia gravou apenas três álbuns ao vivo ao longo da carreira. O
melhor e mais importante deles é o primeiro, Tim Maia Ao Vivo, de
1992. Tim está com 50 anos, voz potente e bem modulada e ainda cheio de energia
e jovialidade. Este disco que chega nesta sexta-feira às bancas como o 11º volume da Coleção Tim Maia por apenas
R$15,90.
O trabalho foi uma das muitas voltas por cima que Tim deu ao longo da
carreira. Há dois anos sem lançar um disco, Tim enfrentava dificuldades em
afastar seu estilo do rótulo de "brega". O termo, recém nascido e pejorativo na
época, se referia a canções com melodia melosa e letras exageradas. Muitos
críticos haviam começado a incluir o romantismo de Tim nesse pacote, e o eco
negativo começava a se notar no público.
Além disso, o Brasil atravessava um momento de baixa autoestima, com a
inflação descontrolada e uma crise política gigantesca que culminaria com o impeachment do presidente Collor em
1992. Aparentemente, portanto, não havia muito espaço para o romantismo e alto
astral que Tim sempre espalhou.
O resultado de Tim Maia Ao Vivo, porém, surpreendeu. Gravado em dois
shows realizados no Rio e São Paulo em 1991, o disco é um resumo dos 30 anos de carreira de Tim em 17 grandes hits. "Primavera", "Azul da
Cor do Mar", "Me Dê Motivo", "Do Leme ao Pontal", "Sossego"... todas estão no
repertório, interpretadas por um Tim Maia cheio de energia e em sintonia fina
com sua banda, a Vitória Régia.
O ótimo desemprenho no palco não demorou em se refletir nas vendas. Em
poucas semanas, mais de cem mil cópias
de Tim Maia Ao Vivo ganharam os lares de todo o Brasil, levando Tim de volta ao
auge. Nada mal para um trabalho que, como tantos outros na carreira de Tim
Maia, começou desacreditado para depois se tornar um grande sucesso. Imperdível!
Volume 10 nas bancas: Clássicos da Bossa Nova (1990)
Quando, no começo da década de 60, uma turma chique da Zona Sul carioca inventou a bossa nova, tomou conta de Copacabana e adjacências e desprezou o rock simples e cru que vinha da zona norte, ninguém imaginava que o vozeirão de Tim Maia pudesse combinar com o gênero. Mas foi exatamente essa a descoberta ocorrida três décadas depois, quando Tim lançou Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova (1990), disco que chega às bancas nesta sexta-feira pela Coleção Tim Maia por apenas R$15,90.
A gravação deste finíssimo trabalho foi a realização de um sonho para Tim. Apaixonado pela música inventada por João Gilberto (de quem era fã), ele até tentou tocar violão e cantar baixinho como Vinícius e Tom, mas a falta de sucesso o levou a abandonar a empreitada e partir para os EUA. Passariam 30 anos antes que uma conversa com Almir Chediak, músico e mestre de muitos astros da MPB, rendesse a ideia do novo trabalho.
Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova agradou enormemente crítica e público. Surpreendeu a todos o modo elegante e suave com que o vozeirão de Tim se adaptou às nuances de "Folha de Papel" (Sergio Ricardo), "A Rã" (João Donato e Caetano Veloso), "Minha Namorada" (Carlos Lyra) ou "Meditação" (Tom Jobim). Até mesmo "Garota de Ipanema", tantas vezes gravada e regravada por gênios, recebeu uma justa e afinada homenagem do rei do soul brasileiro.
Tanta elegância, verdade seja dita, muito tinha a ver com a seleção de músicos chamada por Chediak para as gravações. Estava no estúdio a nata da bossa naquela virada de década: Antonio Adolfo (piano), Luizão Maia (baixo), Chiquito Braga (violão) e Wilson Neves (bateria), além do próprio Chediak na direção musical.
Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova é um disco imprescindível. Mais uma mostra da genialidade de um músico que, após alcançar o auge em seu meio natural, o samba-soul, conseguiu provar que as areias do Leblon e as morenas de Copacabana podem muito bem ser louvadas em interpretações com timbre forte e cheio de testosterona. Boa música!
Dance Bem, disco que chega com o 9º volume da Coleção Tim Maia, é provavelmente o trabalho que oferece um panorama mais abrangente da carreira rica e conturbada de Tim. Lançado em 1990, o disco volta ao mercado nesta sexta-feira e já pode ser encontrado por apenas R$15,90 nas bancas.
Em 1990, Tim estava há 5 anos sem lançar um novo trabalho. Além disso, a MPB flertava cada vez mais com o rock e uma nova leva de críticos considerava Tim brega demais. Nada disso lhe impediria, porém, de lançar dois discos que se tornariam pérolas da música brasileira. O primeiro é Dance Bem. O segundo, Tim Maia Interpresta Clássicos da Bossa Nova, que chega no próximo volume da coleção, sexta-feira que vem.
Dance Bem traz músicas inéditas e alguns sucessos colecionados por Tim ao longo dos quase 30 anos de carreira. Mas em lugar de contar com os arranjos originais, no novo trabalho aparecem faixas temperadas à moda do final dos anos 80, com teclados e baterias eletrônicas misturando-se aos arranjos pensados por Tim para o baixo, bateria e sopros.
Quem abre a festa é "Dance Bem", um funk inédito composto um ano antes por Tim. Na sequência, a melodia doce da flauta em "Rodésia" se transforma em teclado agressivo na nova versão, recriada para as pistas. "Acenda o Farol", que vem depois, segue a mesma filosofia dançante das anteriores. E, por fim, depois de uma aliviada na balada "Eu Te Amo Muito Mais", Tim alcança o auge do disco na irresistível "Vale Tudo", provavelmente a sua canção mais dançante.
Dance Bem mantém o nível em "Descobridor dos Sete Mares", faixa gravada pela primeira vez em 1983 - mas que passou despercebida por anos. Tudo antes do disco iniciar seu declínio (mas nem por isso perder qualidade) na balada "Paixão Antiga". As três últimas, "I´ve Never Felt Like This Before", "Amizade Não Tem Preço" e "Mãe Natureza" fecham bem o disco, que é um dos melhores de Tim.
Ou seja, Dance Bem é uma obra fundamental em qualquer coleção de música brasileira que se preze e agora está disponível por apenas R$15,90 na banca mais próxima. Boa música!
Nuvens, disco de 1982 que chega nesta sexta-feira às bancas pela Coleção Tim Maia, tem uma história em alguns pontos parecida com a de Tim Maia em Inglês, disco de 1978. Ambos trabalhos surgiram de um esforço independente de Tim, que não tinha dinheiro nem capacidade administrativa para bancar o lançamento. Talvez por isso, ambos, apesar de geniais, passaram despercebidos na época. E ambos, hoje, são tidos como obras-primas da MPB.
Em Nuvens, porém, Tim teve de enfrentar uma situação mais complicada. Se em 1978 ele ainda era bem recebido nas gravadoras, quatro anos depois suas várias brigas com técnicos e executivos fizeram com que ninguém na CBS, RCA, Warner, Polygram ou Odeon quisesse ouvir seu nome. Ou seja, ao contrário do que aconteceu com o disco de 1978, dessa vez Tim não poderia contar com o dinheiro vindo de um lançamento tradicional que bancasse seu disco independente.
O jeito encontrado foi lançar um compacto que caísse no gosto do público, vendesse bem e pagasse o novo LP. Mas aí vinha outra questão: no começo da década de 80 a música brasileira tinha dado uma virada importante para o pop-rock, e nomes como Rita Lee, Blitz, Lobão, Barão Vermelho, Titãs e Paralamas do Sucesso dominavam as paradas. Tim precisava então de um megassucesso que o devolvesse ao destaque e animasse sua conta bancária.
E o hit veio, atendendo pelo nome de "Do Leme ao Pontal". O compacto, lançado um ano antes, se tornou um clássico, vendeu quase 20 mil cópias e garantiu pelo menos a verba que Tim precisava. Dentro da Coleção Tim Maia, a música estará disponível em versão ao vivo nos discos Tim Maia Ao Vivo (1992) e Tim Maia in Concert (2007), respectivamente o 11º e 14º volumes da coleção. Enquanto esses discos não chegam, você pode curtir o clássico aqui:
Nuvens é um dos discos mais ecléticos de Tim. A faixa de abertura, que dá nome ao trabalho, é uma bossa cheia de breques e sinuosidades atípicas no gênero. Na sequência, "Outra Mulher" chega na forma de um samba-canção clássico. Mas o destaque do disco provavelmente vai para "Haddock Lobo Esquina com Matoso", cuja letra fala da lanchonete Divino, no Rio, onde Tim, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Jorge Ben se encontravam na adolescência.
Antes de terminar, Tim nos brinda uma deliciosa interpretação de "Casinha de Sapê", um dos maiores sucessos do soul brasileiro composto pelo violonista baiano Hyldon anos antes. Com certeza, um motivo a mais para correr até a banca mais próxima e comprar Nuvens, mais um grande clássico de Tim Maia que a Abril Coleções traz agora por apenas R$15,90.
Tim Maia (1978) - ou Tim Maia em Inglês, como ficou conhecido - é um dos melhores trabalhos do furacão da Tijuca, mas pagou um alto preço por ter sido lançado na hora errada e da forma errada. A história do disco sintetiza duas características de Tim: uma imensa capacidade empreendedora e produtiva e uma total incapacidade para se adequar às agendas do público e das discográficas, algo que teve um profundo reflexo negativo em sua carreira.
Depois de se imunizar da Cultura Racional e parar de seguir Manoel Jacinto, Tim estava sem gravadora, sem disco e praticamente sem banda. Além disso, na segunda metade dos anos 70, o Brasil embarcava na febre disco (que Tim aproveitaria em Tim Maia Disco Club, lançado no mesmo ano), ao mesmo tempo em que começava a se preparava para cultuar o pop rock das muitas bandas que surgiriam na década seguinte: Cazuza, Lobão, Titãs, Paralamas e Barão Vermelho, por exemplo.
Não parecia, então, haver muito espaço para o soul. Apesar disso, e mesmo sem um centavo no bolso para bancar os altíssimos custos que a gravação e venda de um disco requerem, Tim assumiu o risco. Em menos de um mês, em 1976, coletou e gravou suas 9 melhores composições em inglês, imprimiu as capas do novo disco e quando foi prensar os bolachões... surpresa! O dinheiro havia acabado.
Foi necessário então esperar o retorno pelo lançamento de outros dois LPs (Tim Maia 1976 e Verão Carioca, de 1977), estes sim feitos dentro de uma gravadora, para que Tim Maia em Inglês visse a luz. O esforço, porém, não seria suficiente para romper a resistência das rádios a tocar o disco, motivo pelo qual se transformaria em um grande fracasso. Só muitos anos depois Tim Maia em Inglês seria elevado ao ponto em que se encontra hoje: uma pequena pérola da obra de Tim.
Pérola porque é nele que estão algumas de suas canções mais românticas e dançantes. Lá estão "With No One Else Around" (que seria regravada depois como Pra Você Voltar), "To Fall in Love" e sobretudo "Let´s Have a Ball Tonight", uma balada de sete minutos onde a interpretação de Tim alcança seu auge. Em resumo, mais um clássico relançado pela Abril Coleções que agora é possível encontrar nas bancas pelo doce preço de R$15,90.
Fase Racional acabada, Tim embarcou na onda disco. Impulsionadas pelo filme Os Embalos de Sábado a Noite e pela música dos Bee Gees e de Gloria Gaynor, discotecas como a New York City, em Ipanema, e a Frenetic, na Gávea, tomavam conta da noite da zona sul carioca. Não demorou para que Tim se adaptasse ao novo ritmo e lançasse o Tim Maia Disco Club, um de seus melhores trabalhos.
Antes, Tim havia lançado dois LPs com sucesso mediano. O primeiro, de 1976, trouxe como destaque "Rodésia" e marcou sua adesão ao movimento Black Rio, que naquele ano também viu o sucesso do disco Maria Fumaça, da Banda Black Rio e do histórico África Brasil, de Jorge Ben. O segundo, de 1977, teve uma gravação complicada e também não foi bem sucedido.
Tim Maia Disco Club acabou sendo a convergência do soul e do funk, até então quase restritos aos bailões da periferia, com a música disco, que fazia sucesso nas discotecas chiques da zona sul. Além disso, o LP marcou o início da parceria entre Tim e Lincoln Olivetti, um dos melhores arranjadores do Brasil, com quem faria algumas das melhores gravações de sua carreira.
O disco abre com três clássicos criados para a pista. As empolgantes "Afim de Voltar" e "Acenda o Farol" e o funk carregado de groove e com pitadas bem dosadas de metais "Sossego". O refrão deste, aliás, se tornou um dos maiores hinos das discotecas brasileiras: "Ora Bolas, não me amole / Como esse papo de emprego / Não tô vendo, não tô nessa / O que eu quero é sossego".
Depois de acender o farol e pedir sossego, Tim ainda incorporava o pai afetuoso e preocupado para lançar a balada "Pais e Filhos", cuja letra e arranjo também são golaços da música brasileira. Antes de encerrar, a balada "Se Me Lembro Faz Doer" aparece como um pedido de desculpas, um dos muitos da conturbada vida amorosa de Tim.
Em resumo, Tim Maia Disco Club é um grande clássico da nossa música, a obra que devolveu Tim ao topo das paradas e que agora você pode encontrar nas bancas por apenas R$15,90.
Volume 5 nas Bancas: Tim Maia Racional Vol. 2 (1975)
O ano era 1975. O Brasil vivia a ressaca de ser eliminado pela Holanda na Copa do Mundo de 1974 e de ver o fim do "milagre econômico", prometido pelo governo militar e vivido anos antes. Na política, o presidente Geisel acenava para uma redemocratização "lenta, gradual e segura", mas opositores ao regime continuavam sendo presos e torturados (entre eles o jornalista Vladimir Herzog). Já em Copacabana, Tim pregava haver encontrado "O Caminho do Bem" e se sentia feliz como nunca...
O disco que chega nesta sexta-feira, 25, às bancas é a segunda parte do trabalho Tim Maia Racional, um LP duplo e raro lançado em plena devoção de Tim ao Racional Superior e remasterizado especialmente para a Coleção Tim Maia. Você pode conhecer mais detalhes sobre a Fase Racional de Tim no post já publicado aqui.
Tim Maia Racional Vol. 2 traz, entre outros clássicos, o samba-soul "Quer queira quer não queira", o funk "O caminho do bem" e o soul "Guiné Bissau, Moçambique e Angola racional", faixa onde Tim prega a disseminação da Cultura Racional pela África.
As letras são tão explícitas e controversas que a gravadora RCA Victor se negou a lançar o disco: o trabalho só viu a luz graças ao esforço de devotos da Cultura Racional. Os arranjos, porém, com o tempo, fizeram do disco uma obra prima imperdível para qualquer amante de MPB. Uma raridade disponível nas bancas nesta sexta por apenas R$ 15,90.
Comunicamos que a música "O Caminho do Bem" que faz parte do disco Racional 2 é editada também pela editora Very Cool Music.
O período que vai de 1975 a 1977 é considerado o mais controverso e de maior riqueza musical na vida de Tim Maia. Convidado para gravar um disco duplo pela RCA Victor, uma das maiores gravadoras da época, Tim teve contato com a seita mística conhecida como Cultura Racional e mudou de maneira radical seus valores e estilo de vida.
Pouco antes, Tim havia passado por uma decepção amorosa que o deixou deprimido e compondo compulsivamente. Mas, após o desamor, Tim foi retomado pela paixão, o que se traduziu em uma época de muita alegria e produção musical ainda mais intensa.
A inspiração foi tanta que em pouco tempo Tim tinha material até para mais que um disco duplo. Em julho de 1975, quase todas as bases do trabalho já estavam gravadas, e cada uma era melhor do que a outra. Faltavam só as letras, mas isso não seria problema para Tim. Foi então que ele conheceu Manoel Jacinto e os livros da série "Universo em Desencanto".
A Transformação
Manoel Jacinto Coelho era um mulato de 70 anos que desde a década de 30 pregava a origem extraterrena dos seres humanos, que seriam originários do Mundo Racional. Segundo ele, era necessário ler o livro "Universo em Desencanto" e seguir rigorosamente seus preceitos para se obter a purificação (ou "desmagnetização", no jargão Racional) e voltar ao mundo de origem.
Tim gostou do que leu, e após mergulhar nos livros místicos, apareceu no estúdio como um novo homem, de cabelo cortado e de cara limpa, todo de branco. Acreditando que finalmente tinha resposta para tudo, "quem somos, de onde viemos, para onde vamos", começou um processo de limpeza e desapego que incluiu doar tudo o que tinha, até mesmo fogão e geladeira, ficando só com um colchonete.
A partir daquele dia, Tim só iria fazer canções de devoção ao Racional Superior, seu novo guia espiritual, sem apelações a sexo, drogas ou boemia - foi quando adaptou as letras que já estavam prontas e criou algumas novas baseadas nessa filosofia.
A primeira a ser adaptada foi o reggae-soul "Que beleza", que já estava quase pronto e falava de natureza e coisas bonitas. Apenas com a troca de algumas palavras e frases, serviria perfeitamente como veículo de uma mensagem de fé e esperança do Racional Superior. Bastava acrescentar o subtítulo de "Imunização Racional" e seria a faixa de abertura do disco.
Musicalmente, a nova fase de Tim era excelente. Limpo de drogas e álcool, seus vocais eram fortes, nítidos. A banda de apoio estava engrenada, energizada. Ninguém ligava se o que Tim dizia fazia ou não sentido: o importante era a qualidade os arranjos. Mas havia um pequeno empecilho ao lançamento do disco: a gravadora.
A Crise
Apesar da perfeição dos arranjos e da voz, a RCA se negaria a assumir o lançamento: as novas letras eram referências explícitas à doutrina, algo que ia causar uma grande encrenca com a repressão do regime militar e com fãs.
Tim então comprou os originais do novo trabalho para lançá-lo por conta própria. Assim, o álbum duplo Tim Maia Racional, volumes 1 e 2, ganharia as ruas em pouquíssimas unidades graças ao esforço de outros seguidores da doutrina, que os distribuíram em semáforos e bancas de revista.
Os shows, que o público não entendia, pedindo antigos sucessos, eram acompanhados quase que exclusivamente por devotos da seita que vinham em caravana e na saída compravam o disco. Mas enquanto Tim perdia peso e se sentia mais feliz, seu faturamento minguava e a crítica destruía as novas músicas - que só seriam apreciadas tempo depois. Não demorou para que isso se tornasse um problema.
O Legado
Para alegria do público, a fase do Racional Superior passou tão rápido quanto começou.
A banda respirou aliviada quando Tim começou a se sentir enganado por Manoel Jacinto e voltou à boemia. Sua primeira medida foi mandar destruir os milhares de discos que sobraram - não queria ouvir falar em nada que lembrasse o Racional Superior. As poucas unidades que sobraram se tornaram vinis raríssimos, muito caros e que ninguém achava em lugar nenhum - eram itens de colecionador.
Houve músicas, ainda mais exclusivas, não chegaram a ser prensadas - só Tim, a banda e os técnicos de som que participaram das gravações puderam ouvir. São elas que formam agora o Racional 3, disco nunca lançado que, com o tempo, virou lenda entre fãs do cantor e da MPB. Este disco que, 36 anos depois da viagem astral do cantor, a Abril Coleções traz especialmente para quem completar a Coleção Tim Maia.
Após a fase Racional, Tim ficou sem disco, sem shows e sem um centavo no bolso. Também estava praticamente sem banda (só sobraram Paulinho Guitarra, o tecladista Dom Pi e o baixista Carlinhos Simões), algo que seria um problema não fosse a genialidade de Tim e sua capacidade de compor e conquistar o público. Mesmo assim, o retorno seria complicado... Continue acompanhando a história aqui no site da Coleção Tim Maia.
Racional Vol. 3 - Como garantir o seu
Conseguir o disco inédito é fácil: basta se cadastrar aqui no site www.colecaotim.com.br e registrar o código individual alfanumérico que vem fixado nas primeiras páginas de cada volume da coleção.
Após o registro dos códigos dos 14 primeiros volumes, você receberá em casa grátis uma cópia do Racional Vol. 3. Uma verdadeira preciosidade para os colecionadores apaixonados por MPB.
O disco de 1971 tinha sido a consagração definitiva para Tim Maia. Além de reconhecimento e dinheiro, o sucesso lhe trazia também várias das cocotas que outrora frequentavam o quarto de seus amigos e o ignoravam no sofá. Uma delas era Janete, uma morena por quem Tim se apaixonara loucamente. Não demorou para que o casal embarcasse em uma relação marcada por brigas e juras de amor eterno.
Foi reconciliação pós-briga que os levou até Londres. A capital inglesa era a cidade dos hippies, do psicodelismo e do sexo livre. Um ideal de liberdade absoluta que atraía artistas brasileiros que fugiam da ditadura - como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Helio Oiticica. Movida a LSD, a vida seria perfeita, não fossem as constantes discussões com Janete.
De volta ao Brasil após o fim do namoro, Tim voltou a ensaiar e a lotar shows. DJs como Big Boy, Ademir Lemos e Messiê Lima faziam sucesso no rádio tocando soul, enquanto equipes de som como Furacão 2000 e Soul Grand Prix faziam salões de bailes suburbanos ferverem com hits como "Chocolate" e "Não Quero Dinheiro". O sucesso era tanto que nem um trabalho malsucedido, o terceiro disco, de 1972, embaçaria a carreira do pai do soul nacional.
No auge, Tim contou com alguns dos melhores músicos do Rio de Janeiro para a produção do quarto disco, Tim Maia 1973, que chega agora às bancas trazido pela Abril Coleções. O resultado não poderia ser outro: "Réu Confesso", um samba-soul em homenagem a Janete, e "Gostava Tanto de Você", composta pelo amigo Edinho Trindade, eram as pontas de lança do trabalho. Além delas, também se tornariam clássicas"Compadre", "Over Again" e "Música no Ar".
Com o trabalho lançado e as rádios sedentas por soul, restava só aguardar o retorno. E ele chegaria na forma de um suculento convite da RCA Victor para que Tim realizasse seu sonho: a gravação de um disco duplo. O que nem Tim nem a RCA sabiam era que muita coisa iria mudar para o cantor no ano seguinte: ele nunca tinha ouvido falar de um tal Manoel Jacinto Coelho, mas seu livro Universo em Desencanto o faria embarcar na maior viagem astral de sua vida. Acompanhe essa história na próxima semana!
Um CD que não pode faltar na coleção de qualquer amante da MPB e que você pode garantir nas bancas por apenas R$15,90!
O primeiro disco de 1970 marcou a virada musical do Brasil rumo ao soul, além de ajudar a deixar para trás a seca econômica, artística e sexual de Tim Maia. Mas ele não se conformava e queria mais, sempre mais. Sabia que agora faltava deixar claro quem era o líder - simpático e desengonçado - do novo movimento. E é para conquistar isso que veio o segundo trabalho, lançado em 1971.
O "Síndico" (apelido que ganharia anos mais tarde) passou uma gloriosa temporada dando shows no Teatro da Praia, em Copacabana: a temporada que era para durar duas semanas, durou três meses, com todos os dias esgotados.
Na mesma época, Tim compôs um dos melhores jingles publicitários da história. Aliás, "compôs" não é a palavra certa: na verdade, "Chocolate" é a adaptação de "Meu País", uma música gravada por ele no final dos anos 1960, antes do primeiro disco, que não emplacou. A "nova" música, além de se transformar em um sucesso obrigatório nos shows dali em diante, trouxe uma boa grana, paga pela Associação Brasileira dos Produtores de Cacau; mas também um problema: quando "Meu País" foi lançada, todos pensavam que era um remake (ou seria um autoplágio?) de "Chocolate".
O novo disco trouxe também mais um sucesso arrasa-quarteirão que marcou a carreira de Tim Maia e toda a MPB: "Não quero dinheiro (Só quero amar)", um samba-soul que virou referência para ele próprio e muitos outros artistas. O tempero nordestino que tanto estava agradando continuou, com a presença de "A festa de Santo Reis" e "Salve nossa senhora". E ainda houve espaço para regravar "Não vou ficar", já conhecida na voz suave de Roberto Carlos e que ganhava de vez sua forte personalidade.
Não é necessário comentar o sucesso estrondoso desse segundo trabalho. O novo disco trouxe ainda mais sucesso a Tim, que agora compunha como nunca e, como disse Nelson Motta em seu livro sobre o cantor, também "comia como nunca e amava como nunca".
Estava livre a pista para uma das mais célebres carreiras artísticas que a música brasileira já viu.
Garanta nas bancas o CD Tim Maia 1971, por apenas R$ 15,90!
Foi com este disco que o Brasil descobriu o soul. Se uma década antes o rock tinha invadido nossa cena musical através de programas como o "Clube do Rock" da TV Tupi e a Jovem Guarda, foi graças ao primeiro trabalho de Tim Maia que "discotecários" (os avós dos DJs) de todo o país passaram a prestar atenção ao universo de James Brown, que o público pedia.
Onze anos antes de lançar o álbum, aos 17 de idade, Tim havia partido rumo aos Estados Unidos onde ficou por 4 anos, até ser deportado em 1963. De volta ao Rio, praticamente passou fome e quase abandonou a música (foi até guia turístico mal sucedido), mas uma coisa ele nunca esqueceu: a forte impressão que a música americana exerceu sobre ele. A música era mesmo seu caminho - quando Roberto Carlos resolveu gravar sua música "Não Vou Ficar", em 1968, o nome Tim Maia começava a ganhar o país nesse primeiro flerte da Jovem Guarda com o soul.
Mas o que Tim fez nunca foi puramente Made in USA. Em seu primeiro disco, soube misturar as influências americanas com o tempero brasileiro que trazia da sua infância nos subúrbios cariocas. Quando ouvimos "Coroné Antônio Bento" (parceria com Luiz Wanderley e João do Valle) e "Padre Cícero", dois deliciosos xaxado-soul, podemos cruzar em instantes a distância entre Memphis e Juazeiro do Norte.
E foi essa habilidade que valeu a Tim sucesso imediato: o LP foi o mais pedido durante 24 semanas nas rádios cariocas. Os "brotos" bem comportados da Jovem Guarda já não se assustavam com o jeito e a voz forte de Tim - agora era a vez do soul.
Também são deste LP "Primavera", seu primeiro sucesso arrasa-quarteirão, gravado um ano antes; "Eu Amo Você"; e a atemporal "Azul da Cor do Mar" - três canções que não devem faltar na coleção de qualquer amante da MPB e são a base do samba-soul que surgiria a partir daí.
Nesta última música, aliás, Tim avisou: "Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar, dizer que aprendi..." Felizmente, ele teve mesmo muito o que viver e contar, e nós juntamos tudo isso agora na Coleção Tim Maia para você ouvir.
Você pode comprar o CD Tim Maia 1970 por apenas R$ 8,90 nas bancas e livrarias mais próximas. Imperdível!
Pode procurar: do Leme ao Pontal, não há nada igual.
Isso é porque nunca existiu uma coleção tão completa sobre a vida e obra de Tim Maia, reunindo os 15 discos mais representativos da carreira de um dos maiores (neste caso, literalmente...) intérpretes da música brasileira.
São mais de 200 faixas que marcaram época, todas especialmente remasterizadas para esta coleção - além de 600 páginas recheadas de histórias e fotos inéditas do acervo da família, que integram os libretos de cada CD e recontam a vida do fenômeno Tim Maia.
Todos os discos trazem uma capa dura com a arte original de lançamento e o Box exclusivo de colecionador pode ser adquirido nas bancas. E o melhor: quem completa a coleção recebe gratuitamente um conteúdo inédito pela primeira vez lançado em CD - o disco Racional Vol. 3, que traz músicas gravadas na fase mais polêmica do cantor.
Não perca! O primeiro volume já pode ser adquirido nas bancas com desconto especial de lançamento, sai apenas R$ 8,90. Os demais chegarão aos pontos de venda semanalmente, todas as sextas, com o valor de R$ 15,90.
Aqui no site oficial você acompanha novidades da coleção, as histórias por trás de cada disco, além de conteúdos especiais sobre o nosso querido "síndico" do Brasil.